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IGREJA BARCO DA SALVAÇÃO




As Sagradas Escrituras mostram claramente a Igreja, comparando-a a um barco na qual Jesus Cristo está sempre presente, mesmo que às vezes pareça estar adormecido. Esta concepção está presente em Mt 8, 23-27, que diz claramente que Jesus está pronto para ajudar-nos em qualquer situação. O barco atravessa o oceano, e enfrenta calmarias e tempestades, sempre amparado pelo próprio Jesus, seguindo seu rumo e não sabendo quando chegará ao porto.
A Igreja foi edificada sobre o firmamento dos apóstolos, e eles (e mais ninguém) foram enviados para desalienar a humanidade (Mt 10), recebendo toda a autoridade de Jesus Cristo. Dirigida por seus legítimos sucessores através do sacramento da Ordem, a Igreja vem rompendo os séculos, passando por muitas turbulências, porém sempre amparada pelo próprio Jesus.
      A Igreja se manifestou publicamente pela primeira vez no dia de Pentecostes, quando tomados pelo Espírito Santo, os apóstolos puseram-se a pregar as multidões. Se observarmos a passagem bíblica, veremos que no dia de Pentecostes os discípulos estavam reunidos, com Maria a Mãe de Jesus e mais alguns homens e mulheres, quando inesperadamente veio um vento forte dos céus e o Espírito Santo repousou sobre todos. E é a partir daí, impulsionados pelo paráclito prometido por Jesus Cristo que os discípulos se põem a pregar, que a Igreja se manifesta perante as pessoas. Pedro foi o primeiro a levantar e a pregar (At 2, 14) levando muitos a conversão e ao batismo. A partir de então a Igreja passa a atuar publicamente pelas mãos dos apóstolos, estes que foram impulsionados pelo poder do Espírito Santo, que é um com o Pai e o Filho. A partir de At. 2, 42, pode-se observar o primeiro retrato de comunidade, onde as pessoas viviam em prol de um bem comum, na partilha e oração, sempre sob a orientação dos apóstolos. Muitos milagres e prodígios eram realizados pelas mãos dos apóstolos, pelo nome de Jesus (At 3, 6-8; 9, 40-42). Eles eram inspirados e realizavam grandes pregações que levavam cada vez mais pessoas a aderirem a féem Jesus Cristo, e mesmo diante de grandes dificuldades não desistiam jamais de pregar a Boa nova de Jesus. Com o aumento de fiéis, os discípulos escolheram sete homens (At 6, 3) para cuidar exclusivamente da pregação da palavra, enquanto os outros cuidavam dos outros afazeres.
Surgiam dentre os fiéis, grandes discípulos que pregavam a palavra e realizavam numerosos prodígios, como Estevão, que cheio de graça e poder, fazia grandes prodígios e sinais entre o povo (At 6, 8). Por ser um grande pregador despertou a ira de muitos poderosos da época, que acabaram por apedrejá-lo publicamente, mas ainda assim Estevão não perdeu a fé e clamou a Deus que perdoasse seus algozes (At 7, 60). O manto de Estevão foi deixado aos pés de um jovem chamado Saulo.

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CURA E LIBERTAÇÃO POR MONS. COSTA


Ministério de libertação

Eu quero começar esta pregação dando um exemplo de como rezar para cura e libertação. A oração não funciona como uma mágica. Na Bíblia, estão as regras para nós de como rezar. Todos os domingos eu conduzo orações de cura na minha paróquia em Lisboa(PORTUGAL todos os Sábados e Domingos. Houve uma jovem que veio para receber oração. Ela veio com seu bebê e sua sogra. Quando perguntei o que ela queria, ela disse que estava com dor de cabeça. Mesmo quando a pessoa diz que tem uma dor de cabeça, eu sei que isso não é o problema; mas, sim, um sintoma de um problema maior.

Eu coloquei às minhas mãos na cabeça dela e ela se jogou no chão com força. Quando olhei para os seus olhos, vi Satanás. Antes mesmo que eu pudesse rezar, ela começou a falar. Ou melhor, não ela, mas o demônio. Eu nuca falo muito com o demônio, mas ele gosta de falar comigo porque ele gosta de mim. E, então, pela força do Espírito Santo, o demônio foi obrigado a me dizer porque entrou naquela pessoa.
Ele me disse que aquela jovem tinha perdido a sua mãe quando tinha dez, onze anos. Ela estudava em uma escola e não se misturava com as pessoas. Durante o intervalo, ela ia para um lugar à parte na escola, uma espécie de santuário. O inimigo me disse que ela o visitava todos os dias buscando paz e, por isso, ele entrou nela.
Milhares de jovens da América e da Europa vêm ao meu país toda semana. Se você perguntar a eles o por quê disso, a reposta é quase sempre a mesma: eles dizem que foram buscar paz. Algo que a riqueza da América e da Europa não podem dar. O problema é que tipo de paz eles buscam. Jesus mesmo disse: “Eu lhes dou a paz que o mundo não pode dar”, ou seja, a paz que o demônio não pode dar. São Paulo diz que Jesus mesmo é a paz.
Voltando a falar do caso, quando ela acordou eu perguntei se tinha amizade com as outras meninas na escola. E ela disse que não porque quiz ficar sozinha depois da morte da sua mãe. Ela me contou que, naquela espécie de santuário que frequentava, ficava olhando um guro e sentia uma grande paz. Ele dava coisas para ela comer e beber, e ela comia e bebia. Ali estava a causa.
Ela tinha sido curada, mas ainda precisava de libertação. É isso que eu digo a todos que tem casos mais difíceis, como aqueles de ontem (na adoração). Depois de curado, a pessoa precisa fazer um bom evento de cura interior o quanto antes para se libertar.
Felizmente para aquela jovem, eu ia dar um e ela foi participar. Durante a Benção da Santa Unção ao povo de Deus, eu disse para aqueles que precisavam de oração para se dirigir à frente que eu iria rezar. A primeira pessoa que veio para ajoelhar-se foi essa jovem. Quando a vi, fiquei um pouco preocupado porque a manifestação ia acontecer e as pessoas iam ficar com medo. Quando cheguei perto dela, pulei-a para não intimidar as outras pessoas. E, no final, quando ela estava sozinha, fui rezar. Eu percebi que quando ela estava diante de Jesus Eucarístico olhava para Ele sem piscar.
Quer você queira ou não, a verdade é que o demônio existe!”

Cheguei perto dela e impus as minhas mãos; nada aconteceu. Para minha surpresa, somente participando do retiro e estando diante do Santíssimo Sacramento ela foi totalmente liberta. E por que ela foi curada? Porque, como eu mencionei na minha primeira pregação, há duas dimensões para a oração: precisamos rezar sozinhos na presença de Deus e precisamos rezar uns pelos outros. E o Senhor me mostrou nesse lindo caso essas duas dimensões da oração.
O principal problema daquela jovem era a morte de sua mãe. Com frequência, a maior dor das pessoas são as perdas. A sua mãe morreu inesperadamente, assassinada pelo pai que era alcoólatra. Mas não é só isso. Tudo aconteceu na frente daquela criança. Isso é muito doloroso! O pai foi preso e ela acabou perdendo a mãe e o pai. Como eu já disse nas outras pregações, toda criança precisa da sua mãe e do seu pai. Hoje, todas às vezes que eu dou um retiro lá na Índia ela tenta participar para dar o seu testemunho.
Depois dessa introdução, quero falar sobre a necessidade não somente de cura interior, mas também de libertação. Por que todos nós precisamos de libertação? Porque, como diz na Bíblia, temos três fontes do mal nas nossas vidas. A primeira fonte somos nós mesmos. Se eu pequei preciso me arrepender, não posso culpar as outras pessoas. Preciso refletir sobre como começou aquele pecado. Para curar isso precisamos reatar nosso relacionamento quebrado com Deus. Isso só acontece quando nos arrependemos, daí eu experimento o lindo amor do Pai que nos perdoa.
A segunda fonte do mal são os pecados da nossa família e daqueles que estão próximos de nós. Eles nos ferem com inveja, ciúmes. Os casos que eu vi ontem aqui não foram causados pelas pessoas, nem pelos demônios, mas por aqueles que estavam ao redor delas. Por isso, precisamos não somente de perdão, mas também de cura emocional.
A terceira fonte é a força do mal que nos cerca. Essa, inclusive, pode ser a maior fonte dos nossos problemas. Nós não estamos lidando com inimigos de carne e osso, não é minha sogra, meu vizinho, o Hitler… Estamos lutando com os poderes e principados, os exércitos espirituais que estão nos ares! Estamos numa batalha espiritual, porque nosso inimigo de verdade é espiritual.
Àqueles que não acreditam na existência do demônio é porque nunca leram a Bíblia em suas vidas. Estou dando essa má notícia: quer você goste ou não, a verdade é que o demônio existe. Existe um mal que é um inimigo pessoal. E como eu sei disso? Porque está na Bíblia!
Em uma audiência em 1972, o Papa Paulo VI disse que a maior necessidade da Igreja, hoje, é saber como se proteger, como se defender, contra o demônio. Eu creio que o demônio existe, nem tanto porque está na Bíblia ou porque a Igreja ensina, mas por causa do meu ministério pastoral de cura e libertação. Eu me encontro com casos que não há explicação humana. Nós não temos nem explicação espiritual, exceto o fato que o demônio está trabalhando naquilo.
Eis uma Palavra que vocês não devem esquecer e que está João 10, 10: “O ladrão não vem senão para furtar, matar e destruir. Eu vim para que as ovelhas tenham vida e para que a tenham em abundância”. Qual líder religioso pode ousar a dizer uma coisa como essa? Somente Jesus tem esse poder!
Todos os dias à noite, devemos pedir perdão a Deus se caímos na tentação e cometemos o pecado”

O demônio existe e podem haver dois extremos: aqueles que acreditam que ele não existe, e também aqueles que dão atenção demais a ele, vendo-o em toda a parte ou tendo medo dele. A atitude correta é aquela do equilíbrio, no meio, que deve evitar ambos os extremos. São Pedro nos ensina que temos somente um inimigo, e ele é o demônio; que nos cerca como um leão, buscando a quem possa devorar. Mas, ele mesmo diz, para que não tenhamos medo, apenas sejamos vigilantes. Mantenham os olhos abertos, estejam preparados, e, então, nada de mal vai acontecer.
O demônio pode nos atingir de três maneiras: pela tentação, pela possessão e pela opressão. A tentação significa que o demônio nos atrai para coisas que normalmente não faríamos. Por que Deus permite que eu seja tentado? Os nossos primeiros pais foram tentados, Jesus foi tentado, Deus não vai permitir que sejamos tentados além de nossas possibilidades, além de nossas forças. E o mais lindo e importante é que o Senhor vai nos dar toda a força que precisarmos para resistir a tentação.
Todos os dias à noite, nós devemos pedir perdão a Deus se caímos na tentação e cometemos o pecado. Precisamos sempre terminar o nosso dia com um ato de contrição, de arrependimento; e começar o outro dia com uma oração, pedindo para não sucumbir às tentações.
Possessão não significa que o demônio está tentando a pessoa de longe, mas de muito perto, ele entra dentro da pessoa. Esse é o outro extremo. Isso não é tão comum, e somente um sacerdote com um verdadeiro título de exorcista pode proceder a um verdadeiro exorcismo. Devemos rezar em silêncio por essas pessoas para que elas possam ser libertas.
Havia uma jovem que eu conhecia, ela pertencia a uma família que estava toda envolvida com práticas ocultas. Depois de um retiro, essa família começou a melhorar e buscaram ser católicos. Um tempo depois, a mãe dela foi me procurar dizendo que a filha estava possuída. Pensei: Como isso pode acontecer se eles tinham mudado de vida?
A mãe, então, me contou que a filha queria dinheiro para ir ao cinema e ela disse que não daria para ver aquele filme. A filha com raiva disse que se ela não desse, ia pedir para Satanás dar. A mãe pensou que era brincadeira e disse para ela pedir, então. Satanás nunca entra em uma pessoa sem que ela dê a permissão para que ele entre. Direta ou indiretamente a gente o convida para entrar.
E como a gente sabe que a pessoa está possuída? Quando ela tem uma força sobre-humana, como os casos que tenho visto estes 23 anos de Exorcista no Seminário de Santa Filomena; quando a pessoa fala uma língua que não conhece; e quando ela sabe de coisas que nunca teria como saber. No meio desses dois extremos (a tentação e a possessão), ainda existe a opressão. Nesse caso, o demônio não está longe nem dentro, mas muito perto.
Certa vez uma jovem veio me ver, parecia bastante perturbada. Eu disse que estava com pressa e perguntei o que ela precisava. A jovem disse que estava grávida de oito meses e nos últimos três dias não sentia o bebê se mexer. Ela foi aos melhores genecologistas. e eles disseram que o bebê estava morto. Eu ainda me lembro dos seus olhos com lágrimas de esperança. Ela olhou para mim e clamou que queria aquele filho. Eu nunca vou me esquecer desse caso.
Pedi que ela permanecesse sentada e comecei a rezar. Pedi: “Senhor Jesus, quando estava ainda no ventre de Maria você trouxe cura para o seu primo São João, que também estava no ventre de sua mãe, Isabel. Traga a mesma cura para o ventre dessa mulher”. Logo que terminei, a mulher gritou: “Arcebispo, o bebe está se movendo!”
Eu disse para ela não se levantar, eu tinha que sair e pedi para ela continuar rezando até que o bebê começasse a pular dentro dela, cheia do Espírito Santo. Quando eu estava saindo, ela me disse que, enquanto eu rezava, ela sentia um espírito de morte deixando o seu ventre, saindo pelas suas pernas. Talvez um membro da família tenha colocado maldição nela por inveja. Ela ainda me disse que sabia que seu filho estava morto, e me agradeceu por ser fonte de graça para que ele ressuscitasse. Amém!


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GRUPO DE ORAÇÃO E CURA DIVINA


O Dom da Cura no Grupo de Oração


Um Grupo de Oração que se reúne semanalmente para encontrar com Deus, lhe prestar culto de louvor e ação de graças, certamente será visitado pelo Senhor da vida.

As curas que ocorrem durante as reuniões de oração geralmente acontecem como resultado da perseverança de seus membros na vida carismática. É a partir da fé e da fidelidade à vida de oração, leitura da Palavra e frequência às reuniões de oração que começa a se destacar em cada um a manifestação do Espírito para proveito comum (I Cor. 12, 7), e nesta manifestação do Espírito alguns recebem o dom de orar por cura.

Com o passar do tempo, os participantes do Grupo de Oração vão percebendo e até mesmo reconhecendo que determinado irmão ou irmã tem o dom de orar pelos enfermos, o que na maioria dos casos leva, segundo o que temos visto, de quatro a sete anos de caminhada.

Mas o importante é ter em mente que o dom pertence ao seu doador, ou seja, ao Espírito Santo, e que este, de maneira especial tem derramado seus dons nas reuniões de oração e chamado alguns a este ministério.

As curas podem ocorrer a qualquer momento em uma reunião de oração carismática, desde seu início, até o final, pois Deus age como quer, quando quer e na hora em que quiser. Às vezes, ocorrem curas sem que ninguém as peça, em um momento de louvor, por exemplo. Não são poucos os testemunhos de irmãos curados durante a reunião, sem que haja uma oração direta de algum servo para o restabelecimento de sua saúde.

A graça geralmente ocorre quando os membros do Grupo, dispostos e desejosos de deixarem-se usar pelo Espírito Santo, abrem-se ao dom, tornando-se canal de graça, intercedendo uns pelos outros, permitindo que o Senhor, por meio de suas orações, manifeste seu amor, curando os doentes, como sinal de sua presença.

Para que a cura ocorra constantemente no Grupo de Oração, os participantes devem ser motivados a experimentar todos os dons, aprender a orar pelos outros, sem se preocuparem de estar exercendo algum tipo de ministério. É necessário fazer experiência de orar uns pelos outros. São Tiago nos ensina: "orai uns pelos outros para serdes curados" (Tg 5, 16b).

É importante que os mais experientes incentivem os iniciantes que estão nesta busca de serem usados por Deus, levando-os a fazer vários cursos de formação e obter a experiências em todos os serviços, sem aquela obrigação de estarem atrelado a um ministério. Em outras palavras, não é necessário pertencer ao Ministério de Oração por Cura e Libertação para orar pelos outros e nem tampouco ter feito encontros de formação neste sentido. Todos podem orar uns pelos outros, abrindo-se aos dons do Espírito Santo. À medida que os dons vão sendo exercitados, orando e servindo aos irmãos, a comunidade vai reconhecendo o carisma de cada um.

Se uma pessoa é reconhecida pela comunidade como alguém que ao orar pela cura de um doente é atendida por Deus, esta, certamente, tem um chamado ao ministério. E o sinal claro desse chamado é a insistência de irmãos pedindo orações ou trazendo pessoas enfermas para que reze por elas. Quando o carisma se torna ministério a partir do reconhecimento pela comunidade, então a pessoa deve ser incentivada, principalmente pelo coordenador do Grupo de Oração, a buscar formação específica por meio do Ministério de Oração por Cura e Libertação, no intuito de se aprofundar na doutrina do carisma e aprender com os mais experientes.

Em resumo, o que temos aprendido com esta intervenção do Espírito Santo é o seguinte: primeiro o Dom de Curar acontece na Reunião de Oração, depois, com o passar do tempo, o dom começa a se destacar em alguns de seus membros, e só então, esses membros reconhecidos pela comunidade passam a se dedicar ao ministério.

Pelo que vimos, devemos tomar cuidado e não ter pressa na formação de ministros de oração por cura para não queimar etapas.

Para nossa reflexão: Uma pessoa que nunca orou pelos outros, ou que até tenha orado esporadicamente, ao fazer um curso do Ministério de Oração por Cura e Libertação, está pronta para exercer tal ministério?

Provavelmente, não. Fazer o curso e receber informações ajuda, mas por si só não capacita alguém a entrar para o ministério.

Mas, se ao contrário, alguém que não tenha feito curso de formação, porém vem sendo procurado pelos irmãos de forma sistemática na busca de oração por cura, este sim, deve ser incentivado a fazer os cursos de formação e entrar para o ministério, buscando aprofundar-se na doutrina do dom e compartilhar com os irmãos as experiências adquiridas na caminhada.

Para esses é imprescindível que se aprofundem na doutrina do dom e, para isso, devem buscar conhecimento, não somente nos cursos de formação dados pelo Ministério de Cura e Libertação, mas também nas Sagradas Escrituras e Doutrina da Igreja.

Também é importante a experiência dos irmãos de caminhada e a vasta literatura hoje existente em nosso meio, em especial aquela oferecida dentro de nossa espiritualidade.

Seguem aqui alguns pontos, que alguém que aspira ao Ministério de Oração por Cura, não pode perder de vista:

1 - Ter sempre em mente que o Dom de Curar é um carisma do Espírito Santo para o bem comum e não para satisfação ou projeção pessoal;

2 - Como os demais dons, à exceção do dom de línguas, só acontece quando Deus quer e na hora que Deus quer, pelo simples fato de não estar sob o domínio de quem ora e, por mais que haja fé, depende da vontade de Deus;

3 - É dado como sinal do amor de Deus por nós, geralmente para confirmar o anúncio do Evangelho;

4 - A maior motivação para o exercício do dom é, e sempre será, a caridade, sem se deixar levar pelo gosto do poder que o dom pode representar;

5 - Acontece com maior frequência quando se abre à unção do Espírito, geralmente em assembleias de oração, tais como nas reuniões de oração, nos Seminários de Vida no Espírito, nas Experiências de Oração, nos retiros, Congressos e outros eventos semelhantes, ocorrendo geralmente após um grande louvor, durante uma adoração ou momento de oração, mas podendo ocorrer também durante uma pregação ou proclamação da Palavra ou em qualquer momento em que o povo de Deus esteja reunido em seu nome, porque, como já foi dito anteriormente, o dom é do doador e é Ele quem escolhe o momento e a maneira de curar.

6 - É necessário desejar e pedir o dom ao Espírito Santo para se tornar um canal de graça para os irmãos;

7 - Quando se aspira ao ministério de cura, o certo é iniciar orando por enfermidades mais simples, sem se preocupar com resultados, após orar, entregar a Deus e deixar por sua conta os resultados, confiantes no seu poder, na certeza que depende d'Ele;

8 - É importante aprender a discernir. Às vezes, no inicio do ministério, tem-se à impressão que ao orar a cura vai ocorrer, o que, algumas vezes, não acontece. Mas, se, humildemente, refletirmos sobre a inspiração, pode-se concluir que o Senhor não estava dizendo: "vai curar..., mas, aprenda a orar para cura". Quando se sentir impulsionado a orar, ore, mas atento, porque o Senhor pode estar apenas lhe dizendo: aprenda a orar.

Aqueles que coordenam uma reunião de oração devem estar preparados e desejosos de que ela seja um transbordamento dos carismas, levando a assembleia de oração a se entregar ao Espírito Santo num clima de muito fervor e adoração.

É muito importante que o coordenador faça a graça acontecer, envolvendo todos os participantes da reunião de oração e que esses, em momentos próprios, orem uns pelos outros para obter as multiformes graças de Deus.

Um ponto privilegiado na reunião, para se obter a cura e libertação é o momento quando o coordenador, movido pelo dom da fé, pode convocar todos os membros a fazerem um ato de arrependimento, uma renúncia ou uma entrega, oração esta que certamente será ouvida pelo Senhor Jesus através de libertações e cura.

Outro ponto ocorre geralmente no momento do silêncio e escuta que acontece logo após o grande louvor depois da pregação da Palavra e dinâmica de oração que se segue. Geralmente neste momento ocorrem revelações de cura, por meio de palavra de ciência dada a um ou outro servo. Curas e libertações ocorrem ainda quando se faz uma grande intercessão pelos enfermos onde todos oram uns pelos outros.

Curas acontecem também após uma pregação ungida onde, ao final, o pregador ou o coordenador da reunião pede ao Senhor que confirme a palavra com os sinais.

Enfim, são muitos os momentos em uma reunião de oração, em que a cura ocorre. Tem-se visto grandes milagres durante o louvor, quando alguém apresenta ao Senhor Jesus uma pessoa muito enferma, com sério risco de morte (geralmente alguém que se encontra em alguma UTI de hospital), oportunidade em que o coordenador da reunião, após ouvir o clamor daquela pessoa, leva toda a assembleia a interceder pelo enfermo, pedindo a Jesus que vá àquele hospital e visite a pessoa necessitada. Milagres têm ocorrido quando todos oram.

Bem irmãos, o fato é que na vida da Renovação Carismática, o Grupo de Oração é o local mais privilegiado para a manifestação do dom de curar. Podem surgir nesses grupos pessoas indicadas por Deus para exercer o ministério, mas a cura na reunião de oração é uma constante, independentemente do fato do grupo já ter ou não ministros de oração por cura.

Finalmente, desejo e espero que todos aqueles que a comunidade reconheceu como tendo o dom de curar, venham para o Ministério buscar a formação especifica sobre o dom.



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PADRE GABRIELE AMORTH
Famoso Exorcista da diocese de Roma.
EXORCIZAR AS CASAS?
Não se pode encontra nenhum exemplo na Bíblia mas, a experiência prova que, este tipo de exorcismos é necessário em certos casos e que, os resultados obtidos são satisfatórios. Mesmo o Ritual não prevê esta forma de exorcismo.
Na verdade, o final do exorcismo de Leão XIII preconiza a bênção dos lugares onde esta oração é recitada; contudo, todo o seu conteúdo tende a invocar a proteção de Deus para a Igreja contra os espíritos malignos, sem nenhuma referência aos lugares.
Devo precisar que nunca vi locais invadidos por espíritos como certos filmes ou romances descrevem a esse respeito, sobretudo quando se referem a velhos castelos desabitados. Os seus autores tinham, evidentemente, como único objetivo apresentar cenas espetaculares e impressionantes, não se baseando em nenhum estudo sério.
Por outro lado, é-se muitas vezes confrontado com barulhos, por vezes semelhantes à crepitação, outras a pancadas, outras vezes tem-se a impressão de uma presença, de se estar a ser fixado, tocado ou atacado. É evidente que, nestes casos, pode haver uma grande parte de sugestão, o medo que dá forma às sombras.
Mas há casos muito mais complexos. Portas que se abrem e fecham a uma determinada hora; passos que ressoam nos corredores; objetos que de deslocam ou desaparecem para reaparecer depois nos lugares mais estranhos; animais que não se vêem mas se sentem movimentar.
Lembro-me de uma família em que todos os membros a determinada hora, ouviam a porta de entrada se abrir, depois um barulho de passo pesados (de homem) atravessando o corredor antes de se desvanecerem numa divisão, ninguém sabia qual.
Um dia em que estava presente um dos seus amigos, o barulho habitual fez-se ouvir claramente, a ponto de este amigo perguntar quem tinha entrado; para não o aterrorizar responderam-lhe que se tratava de um hóspede de passagem. Ouvi falar da materialização de insetos, de gatos e de serpentes; um dos meus pacientes, encontrou mesmo um sapo vivo na sua almofada!
A maior parte das vezes uma presença maléfica num local manifesta-se provocando problemas físicos: insônias, dores de cabeça ou de estômago, um mal-estar geral que não se sente em mais nenhum lugar. Então torna-se fácil controlar estes fenômenos embora nem sempre seja fácil determinar a causa.
Vamos ver por exemplo o caso de uma pessoa que cada vez que é convidada para ir na casa de um parente próximo ou amigo, experimenta os seguintes problemas: insônia, mal-estar, dores de cabeça... que podem durar vários dias; entretanto não volta a sofrer disso se se vai embora. Neste caso há um controle fácil. A causa contudo pode ser extremamente variável.
Pode-se tratar de pura e simples sugestão quando razões válidas o fazem supor (quando por exemplo uma nora vai a casa da sogra que se opôs ao seu casamento ou que nutria um amor possessivo para com o filho). Mas também se pode tratar de causas maléficas.
Assinalamos que é interessante notar o comportamento dos animais domésticos face a estes fenômenos. Quando se sente a presença de alguém na divisão onde se encontram, vê-se muitas vezes o cão ou o gato da casa fixarem os olhos num determinado ponto; ou fugirem bruscamente, aterrorizados, como se esse ser misterioso se aproximasse deles.
Poderia contar várias acontecimentos interessantes a quem desejasse estudar este aspecto mais em detalhe. Contento-me, em dizer que, segundo a minha perspectiva, os animais não distinguem nada de concreto, mas são mais sensíveis do que o homem a uma eventual presença. E não nego que o seu comportamento possa constituir um elemento determinante para decidir se convém exorcizar uma casa ou não.
O essencial, quando se recebem pessoas angustiadas por este tipo de fenômenos, é interrogá-las bem e, se for caso disso, exorcizá-las. Na maioria dos casos os fenômenos mencionados não são devidos a presenças maléficas nas casas, mas a presenças maléficas nas pessoas. Aconteceu-me muitas vezes não obter nenhum sucesso ao exorcizar a casa; e depois á medida que exorcizava a pessoa ou as pessoas, constatar que as manifestações na casa diminuíam, e acabavam por desaparecer completamente.
Como se exorciza uma casa?
O Pe. Cândido e eu próprio aplicamos o seguinte método. O Ritual contém uma dezena de orações em que se pede ao Senhor que proteja os lugares contra as presenças maléficas. Encontram-se nas bênçãos das casas, escolas, etc. Rezamos algumas, depois lemos a primeira parte do primeiro exorcismo destinado às pessoas, mas adaptando-as à casa. Benzemos em seguida cada divisão como fazemos na benção da casa. Fazemos o mesmo percurso com o incenso benzido. Terminamos com outro oração. Encontrei uma eficácia especial ao celebrar a Missa nas casas, depois de as ter exorcizado.
Quando os incômodos são de pouca importância, um só exorcismo é suficiente. Quando é causado por um malefício e este é renovado, convém repetir também o exorcismo até que a casa se torne “impermeável” aos malefícios. Nos casos mais graves, as dificuldades são numerosas.
Tive por exemplo que exorcizar apartamentos nos quais durante muito tempo se tinham realizado sessões de espiritismo ou que tinham sido habitados por feiticeiros que faziam magia negra. No entanto, o pior era quando tinham sido lá celebrados cultos satânicos. Em alguns casos a gravidade dos problemas e a dificuldade em obter uma libertação completa, foram de tal ordem, que aconselhei os meus pacientes a mudar de casa.
Em alguns casos, não graves, as orações foram suficientes para restabelecer a paz. Uma família era incomodada por inexplicáveis barulhos noturnos; mandou celebrar dez missas e depois disso os barulhos diminuíram consideravelmente. Mandou ainda celebrou mais dez missas e a seguir os barulhos desapareceram totalmente.
Seriam almas do purgatório que por permissão divina se puderam fazer ouvir para pedir sufrágios? É difícil garantir. Apenas queria aqui assinalar este fato com o qual já fui confrontado várias vezes.
Don Pellegrino Ernetti, o mais celebre exorcista de Trivenetto, também muito conhecido como estudioso de música e de Bíblia, teve experiência de casos excessivamente graves. Em casa de uma família, portas e janelas perfeitamente fechadas abriam-se e fechavam-se, cadeiras voavam, armários rangiam, aconteciam todos os absurdos.
O padre decidiu resolver este caso empregando simultaneamente os três sacramentais a que os exorcistas recorrem constantemente. Aconselhou misturar num recipiente qualquer (chávena, copo...) água, óleo e sal exorcizados. Depois recomendou deitar todas as noites uma colher da mistura na sacada de todas as janelas e nas bases de todas as portas, rezando um Pai Nosso de cada vez.
O remédio foi espetacular. A família parou com este uso e passado uma semana, os inconvenientes recomeçaram a importunar a calma doméstica para voltarem a desaparecer depois de se voltar a utilizar o remédio sugerido.
No que se refere aos animais domésticos já me têm perguntado se eles poderiam ser incomodados pelo demônio e, em caso afirmativo, o que se deveria fazer. O Evangelho relata-nos a história daquela legião de demônios que pediu a Jesus autorização para entrar nas duas varas de porcos; depois de obterem uma resposta positiva, todos os animais se precipitaram no lago de genesaré onde se afogaram.
Conheço o caso de um exorcista incompetente que mandou a um demônio que fosse apossar-se do porco duma família de camponeses: o animal ficou imediatamente em fúria e despedaçou a dona. Inútil será dizer que o mataram imediatamente. Trata-se, portanto de um caso esporádico que levou imediatamente à morte do animal.
Contaram-me que um bruxo se servia do gato para levar objetos maléficos ao destino; eu diria que neste caso o possesso era o dono, não o animal. O gato é considerado como um animal que “absorve os espíritos” e outras vezes consideram que os espíritos maléficos se tornam visíveis sob a forma de gato. Para certos bruxos e em certos tipos de magia, o uso de um gato é fundamental. Mas este simpático animal não é minimamente responsável por isso.
Digamos, contudo, que a infestação de animais também é possível e que é permitido benzê-los a fim de os libertar. Mas em todos os casos de infestação (lugares, objetos, animais), como de resto em todos os outros casos, o exorcista deve conhecer os fenômenos de origem paranormal. Esses conhecimentos são indispensáveis para evitar toda a ambigüidade, mesmo se esta obra não tem, infelizmente, ocasião de falar disso diretamente.
Para terminar recordamos que, já nos primeiros séculos, os cristãos também exorcizavam as casas, os animais e os objetos. Entre outros, Orígenes testemunha este fato. Justamente como já fizemos notar o Catecismo da Igreja Católica fala de exorcismos não só para as pessoas, mas também para os objetos (can. 1673).
 Pe. Gabriele Amorth 
MOVIMENTO APOSTÓLICO CARISMÁTICO


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EXORCISMO

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ATENDIMENTO - ORIENTAÇÃO e AJUDA ESPIRITUAL



3ª e 5ª FEIRAS DAS 13 H ÁS 19,30

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O KARISMA DO DISCERNIMENTO



Dom do Discernimento dos Espíritos
1 – o que é o Discernimento dos Espíritos?
O Discernimento é uma habilidade ou capacidade dada por Deus de se reconhecer a identidade (e muitas vezes, a personalidade e a condição) dos “espíritos” que estão por detrás de diferentes manifestações ou atividades. Este dom, essencial à Igreja, é geralmente concedido aos pastores do rebanho de Deus e aos que estão em posição de guardar e de guiar os Santos.
Como podemos ver na definição acima, esse dom de Deus nos ajuda, portanto, a perceber a origem de uma intuição, de um pensamento, a causa de um comportamento – especialmente quando este se nos apresenta de forma estranha. O discernimento, assim, é um dom “protetor da comunidade e protetor de todos os outros dons”.
Como dom do Espírito, não procede das capacidades simplesmente humanas, nem das deduções científicas que possamos ter adquirido. “O discernimento é intuição pela qual sabemos o que é, verdadeiramente, do Espírito Santo”.
O discernimento, ainda pode ser visto como uma espécie de visão ou sensibilidade; é uma revelação espiritual da operação de diferentes tipos de espíritos numa pessoa ou numa situação; é o meio pelo qual Deus faz os cristãos tomarem consciência do que está acontecendo.
Após todas estas definições, podemos nos perguntar: Qual o benefício esse dom nos traz, ao ser usado de forma adequada? Como usar esse dom?Como foi usado por pessoas, quando viveram em situações complexas em suas vidas? Como proceder a partir da orientação certa, segura que o discernimento lhes deu?
2 – O uso do dom do Discernimento
O Carisma em estudo, nos permite agir de forma correta em um fato ou situação que temos em mãos, no momento. Nos permite identificar a causa dessa situação especial, podendo, assim, nos levar à raiz, ao princípio que a move, que a origina, encaminhando a situação acertada e feliz.
O uso do dom nos ajuda, portanto, a conhecer o espírito, isto é, o princípio animador (anima = o que anima, move, movimenta etc). Com ele (dom), podemos chegar, com facilidade, á origem de uma inspiração e confirmar de onde esta pode vir:
- se provém de Deus (ou de Deus por meio de Seus anjos, os Seus mensageiros);
- se origina da mente humana (a qual pode estar sã, doentia, desequilibrada ou alterada);
- se provém dos espíritos maus (do demônio ou de influências espirituais maléficas).
Para que o uso do dom de discernimento, seja utilizado com cada vez mais eficiência e eficácia e como é um dom do Espírito, deve ser usado à luz da oração (especialmente aoração em línguas, que facilita a nossa mente a perceber a orientação de Deus), com sabedoria (dom, como dissemos, que acompanha o uso de todos os outros dons espirituais), com jejum e em comunhão constante com o Senhor.
O discernimento ajuda-nos, ainda, a distinguir o certo do errado, o verdadeiro do falso, e orienta nossas vidas na fé e doutrina de Jesus Cristo.
3 – Jesus e o Discernimento
Jesus se deixou guiar pelo discernimento em diversas situações de Sua vida pública e em Seu ministério e ao passo que tais situações aconteciam, ensinava aos Seus discípulos a também se deixarem guiar pelo discernimento. Veja alguns exemplos em que Jesus utiliza do discernimento:
Quando Seus oponentes (os escribas) atribuíam à Sua ação a presença de um espírito imundo, afirmando q Ele agia por belzebu, expelindo os demônios, Jesus não ia deixar essa afirmação passar assim no barato, e não deixou mesmo!!! E concluiu com um belo discernimento doutrinal, que eles mesmos não tinham percebido. Ele diz: “Como pode Satanás expulsar a Satanás? Pois, se um reino estiver dividido contra si mesmo, não pode durar” e acrescentou “Mas, se é pelo Espírito de Deus que expulso os demônios, então chegou para vós o reino de Deus”. 

Na discussão sobre o cego de nascença, relatada em Jo 9,1ss, Jesus não culpa ninguém pela cegueira, mas discerne como ocasião da manifestação da glória de Deus e o cura.
Nas tentações do deserto, Jesus soube discernir como poderia vencer o maligno, lançando mão do discernimento doutrinal da Palavra de Deus.
É vendo esses exemplos na vida de Jesus – e temos muitos outros -, que os apóstolos e nós vamos aprendendo a usar o dom do discernimento, que nos auxilia nas decisões práticas, nas atitudes concretas que podemos seguir.
Tendo os Apóstolos, vivido ao lado de Jesus por tantos momentos em que Ele usou de discernimento e após o Pentecostes, também eles passaram a utilizar frequentemente o dom. Esta é uma atitude que devemos ter em todos os momentos de nossas vidas, devemos pedir incessantemente pelo dom do discernimento, precisamos praticar o dom do discernimento e assim veremos que muitas situações de nossas vidas serão simples e práticas de se resolver.
4 – A natureza do discernimento
Aponta-se diversas naturezas e tipos de Discernimento que são identificados da seguinte forma:
- O discernimento comum ou bom-senso: este tipo é uma fonte de verdade, por ele podemos chegar a importantes conclusões, com base no que a nossa natureza nos faz intuir. O senso comum é uma fonte de informação de como devem os nos comportar, pensar ou agir de forma adequada. Exemplo: Quando vou a Igreja, sei o modo de me vestir. Não necessito da luz espiritual e interior para saber como me devo vestir e portar num ambiente religioso.
- O discernimento científico: é aquele que provém das conclusões científicas e plenamente certas. Quando estamos doentes, o médico nos auxilia, pelo conhecimento científico que já adquiriu, quer pela ciência que estudou e testou, quer por sua experiência no campo de sua atividade.
- O discernimento doutrinal: trata-se do discernimento que a Palavra de Deus, o magistério da Igreja (em seus documentos), já me oferecem. Por esse conhecimento e verdade, posso caminhar firme na fé, desviando-me do que não é correto segundo Deus e a Igreja.
Por esse discernimento, somos levados a distinguir a voz de Deus de outras vozes que nos queiram confundir.
- O discernimento, como carisma do Espírito Santo: esse carisma ajuda-nos a avaliar as coisas de Deus e deixar de lado as que não provém dEle. Auxiliados por esse dom, podemos emitir juízo sobre a natureza de nossos pensamentos, bem como as atitudes práticas, vendo se estas estão em conformidade com a vontade de Deus. Assim, posso discernir se algo é contrário a vontade de Deus e então evitar.
Até o zelo pelas coisas de Deus deve ser acompanhado pelo dom do discernimento, assim como afirma São Paulo ao falar dos Judeus e suplicar por sua salvação: “Eles têm um zelo por Deus, mas um zelo sem discernimento” . Se nosso zelo espiritual ou doutrinal com as coisas de Deus, não forem acompanhados de discernimento, muitas coisas poderá ser afirmada de forma inadequada ou falsificada.
Fonte: Os Carismas do Espírito Santo

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