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A CURA ESPIRITUAL PELA EXPIAÇÃO DE JESUS CRISTO



Testifico que, embora existam males físicos incuráveis, todas as enfermidades espirituais têm cura devido à expiação de Jesus Cristo.
Logo aprendi, que o processo definitivo da cura de um corpo ferido ou enfermo já foi suprido pelo Pai Celestial. Também aprendi que a atitude do paciente tem muito a ver com a cura. As pessoas que confiam no Pai Celestial e exercitam a fé no poder do sacerdócio, geralmente têm uma recuperação mais rápida.
Testemunhei milagres! Muitas vezes, quando meu treinamento médico sugeria um prognóstico sombrio, vi pessoas recuperarem-se totalmente. Também observei outras que confiavam no Senhor e tinham fé, tendo buscado bênçãos por meio de suas orações, mas que não receberam a resposta que elas ou seus entes amados desejavam.
 Mesmo quando a pessoa confia na fé que tem no Senhor para receber bênçãos, se a hora de sua morte tiver chegado ela não terá a saúde restaurada. Na verdade, a “morte [deve passar] sobre todos os homens para que seja cumprido o plano misericordioso do grande Criador”.
Minha designação agora é assistir pessoas que pecaram seriamente, a fim de que se arrependam e lhes seja restituído o direito à plena associação no evangelho, seguindo uma “receita” fornecida pelo Senhor. Nesta designação tenho presenciado muita tristeza, remorso, dor e sofrimento, porque as pessoas transgrediram leis dadas pelo Pai Celestial para nossa felicidade. Também presenciei famílias sofrendo muito por causa da transgressão de um de seus membros. Tenho testemunhado repetidamente aquilo que todos nós já devíamos saber—que não há felicidade no pecado.
O único que pode realizar a cura de uma alma enferma é o Grande Médico, nosso Pai Celestial, por intermédio de Seu Filho, Jesus Cristo. Jesus prometeu ao que se achegar a Ele com o coração totalmente sincero e arrepender-se.
A Igreja não pode curar; os líderes do sacerdócio não curam; somente um Deus onipotente realiza o milagre da cura espiritual. Gostaria de falar sobre o que podemos fazer para ajudar no processo da cura espiritual, quando a alma foi manchada pelo pecado.
Uma receita divina para esta cura foi dada por nosso Pai Celestial, tendo implicações de importância eterna. Enumerarei os ingredientes desta receita conforme foram dados pelo Senhor a Seus servos e a Seus filhos.
O primeiro ingrediente é o reconhecimento da causa da doença espiritual. Chamamos a isto, na cura do corpo físico, de diagnóstico, e ele é feito após a elaboração de histórico detalhado e de exames clínicos. Na cura espiritual, isto é chamado de confissão. Um exame atento e regular de nosso eu espiritual não é apenas valioso, mas também necessário. A confissão dos próprios pecados é sempre necessária quando há uma séria transgressão.  Um bom começo é a entrevista com o bispo para se obter a recomendação para o templo. Ela não é muito diferente do histórico requerido pelo médico antes de fazer o diagnóstico.
Qual a nossa posição perante o Senhor? Estamos satisfeitos com nossa espiritualidade? Gostamos do que vemos? O Espírito Santo é nosso companheiro? Reconhecemos seus sussurros? As respostas a estas e outras perguntas semelhantes ajudam-nos a diagnosticar qualquer enfermidade espiritual que tenhamos.
O segundo ingrediente é uma profunda contrição e um profundo remorso por qualquer coisa errada que detectemos. O Salvador menciona isto quando diz: “E me oferecereis como sacrifício um coração quebrantado e um espírito contrito. E todo aquele que a Mim vier com um coração quebrantado e um espírito contrito, Eu o batizarei com fogo e com o Espírito Santo”.
Contudo, a tristeza e a mágoa, em si mesmas, não constituem a cura espiritual, embora quase sempre acompanhem o pecado e a transgressão.
O terceiro ingrediente é pedir perdão àqueles que foram magoados por nossa transgressão. E eles, por sua vez, precisam perdoar, como afirmou categoricamente o Senhor: “Eu, o Senhor, perdôo a quem quero perdoar, mas de vós se requer que perdoeis a todos os homens”.
Quarto ingrediente: É preciso que haja total abandono do pecado. Muitas vezes vejo pessoas que se arrependeram escorregando para seus velhos caminhos pecaminosos. Quando isso acontece, os pecados dos quais a pessoa se arrependera voltam para ela, que, afinal de contas, talvez não se tenha mesmo arrependido. Lemos: “Eu, o Senhor, não vos culparei de nenhum pecado; ide e não pequeis mais; mas à alma que peca, retornarão os pecados anteriores, diz o Senhor vosso Deus”.
Quinto ingrediente: É preciso que haja submissão a todos os mandamentos de Deus. Isto significa que as pessoas que são culpadas de sérias transgressões e que se arrependeram, na verdade não se arrependeram até que comecem a pagar o dízimo integralmente, ou que tenham vencido problemas relativos à Palavra de Sabedoria, sejam moralmente puras ou santifiquem o Dia do Senhor.
Sexto: É preciso suplicar misericórdia ao Senhor, pedir-Lhe forças e perdão até que se receba, por meio do Espírito Santo, uma “paz de consciência”.  Esta é a essência da expiação de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
O ingrediente final, número sete: É preciso que haja fidelidade e que o indivíduo sirva pelo resto de sua vida mortal. Estes sete ingredientes são a receita da cura espiritual e permitem que nos aproximemos do Senhor com “todo o coração”.
Peço que aqueles que necessitam dessa cura espiritual sigam esta receita divina do Salvador. Vinde a Ele. Reconhecei vossos pecados. Arrependei-vos totalmente. Deixai que os líderes do sacerdócio vos assistam. Sede longânimos e pacientes. Suplicai que a expiação do Salvador seja eficaz em relação a vós.



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OS SETE PASSOS PARA A CURA DIVINA



“E NAAMÃ, capitão do exército do rei da Síria, era um grande homem diante do seu senhor, e de muito respeito; porque por ele o SENHOR dera livramento aos sírios; e era este homem herói valoroso, porém leproso. E saíram tropas da Síria, da terra de Israel, e levaram presa uma menina que ficou ao serviço da mulher de Naamã”. II Reis 5:1-15


O número 7 é encontrado na Bíblia 735 vezes, e sempre significa perfeição, plenitude, totalidade e denota um caráter espiritual.

Deus criou o mundo em 6 dias e no 7º descansou. Gn. 1. O primeiro padrão de uma vida completa após a queda do homem está em Gn. 5:24. “E andou Enoque com Deus; e já não era porque Deus o tomou para si”. Enoque era o 7º homem depois de Adão e o 1º a não experimentar a morte. Judas 14.

O Segundo homem que andou com Deus foi Noé Gn. 6:9. Noé levou os animais limpos para a Arca de 7 em 7 pares. Gn. 7:2; Sete dias depois que Noé entrara na Arca, veio o dilúvio. Gn. 7:9,10. A Arca descansou no 7º mês sobre as Montanhas Ararates. Gn. 8:4.

O amor fez Jacó servir ao seu tio Labão durante 7 anos por causa de Raquel. Gn 29:20.

Faraó teve um sonho terrível: Viu 7 vacas formosas e gordas e mais 7 vacas feias e magras que comiam as 7 vacas gordas. Em outro sonho viu 7 espigas cheias e boas e mais 7 espigas mirradas que devoravam as espigas boas.  José foi chamado para interpretar o sonho e Deus lhe revelou que o Egito passaria por 7 anos de fartura e 7 anos de fome. Gn. 41.

No dia da expiação o sumo sacerdote espargia sangue do novilho 7 vezes sobre o propiciatório. Lv. 16:14

Quando Israel tomou a cidade de Jericó, Deus ordenou-lhes que marchassem em volta da cidade 7 vezes. No 7º dia quando já haviam marchado 7 vezes, completaram sua marcha de fé, que foi completada com os 7 sacerdotes, levando 7 buzinas feitas de chifres de carneiros diante da Arca. Js. 6:1-12.

Sete dias foi o limite de tempo dado a Sansão para solucionar o famoso enigma. Jz. 14. O cabelo de Sansão que sustentava sua força tinha 7 tranças. Jz. 16:19.

Salomão levou 7 anos para construir o Templo de Deus. I Rs. 6:38. Depois de pronto o Templo o povo celebrou a consagração do altar durante 7 dias, e houve 7 dias de festas II Cr. 7:9.

Dois milagres de Eliseu foram selados com o número 7: A criança que ressuscitou, expirou 7 vezes ante de abrir os olhos. II Rs. 4:35.

Naamã, comandante do exército do rei da Síria para ser curado de sua lepra foi mandado por Elizeu a mergulhar 7 vezes no rio Jordão. II Rs. 5:14.

Sete foram os alimentos usados por Jesus no milagre da multiplicação dos pães 5 e peixes 2, totalizando 7. Jo 6:9. Em Mateus 13 sete são as parábolas do reino.

Sete homens de boa reputação foram escolhidos para administrarem a Igreja At. 6:1-7.

O livro de Apocalipse é um livro de setes. O 7 é usado 54 vezes neste livro, vejamos algumas: 7 castiçais, 7 estrelas, 7 espíritos de Deus, 7 selos, 7 buzinas, 7 olhos, 7 anjos, 7 trombetas, 7 trovões, 7 cabeças, 7 últimas pragas, 7 salvas de ouro, 7 reis, 7 montanhas, etc,…

OS SETE PASSOS PARA A CURA DIVINA

1. CRER NO TESTEMUNHO DE CURA. II Rs 5: 3,4


2RS 5:3 -  E disse esta à sua senhora: Antes o meu senhor estivesse diante do profeta que está em Samaria; ele o restauraria da sua lepra.

2RS 5:4 -  Então foi Naamã e notificou ao seu senhor, dizendo: Assim e assim falou a menina que é da terra de Israel.

Deus usou uma menina para testemunhar do seu poder. Deus usa muitas formas para propagar seu poder, amor e graça: a natureza; as curas realizadas; a palavra; os profetas; a igreja como lugar de cura e libertação. O que crer será curado.

2. BUSCAR A BENÇÃO.  “Partiu” Vs. 5

2RS 5:5 -  Então disse o rei da Síria: Vai, anda, e enviarei uma carta ao rei de Israel. E foi, e tomou na sua mão dez talentos de prata, seis mil siclos de ouro e dez mudas de roupas.

Para recebermos a benção temos que ultrapassar barreiras, obstáculos, e sairmos de onde estamos. Pagar o preço e facilitar a bênção. Ter disposição para receber o que Deus tem para nos dar.

-          ‘ Tire a pedra’ ;  ‘ Enche as talhas’

-          Para recebermos a benção do emprego; da reconciliação; da cura divina, temos que fazer a nossa parte.

3. PROCURAR A PESSOA CERTA.  VS. 6-9

2RS 5:6 -  E levou a carta ao rei de Israel, dizendo: Logo, em chegando a ti esta carta, saibas que eu te enviei Naamã, meu servo, para que o cures da sua lepra.

2RS 5:7 -  E sucedeu que, lendo o rei de Israel a carta, rasgou as suas vestes, e disse: Sou eu Deus, para matar e para vivificar, para que este envie a mim um homem, para que eu o cure da sua lepra? Pelo que deveras notai, peço-vos, e vede que busca ocasião contra mim.

2RS 5:8 -  Sucedeu, porém, que, ouvindo Eliseu, homem de Deus, que o rei de Israel rasgara as suas vestes, mandou dizer ao rei: Por que rasgaste as tuas vestes? Deixa-o vir a mim, e saberá que há profeta em Israel.

2RS 5:9 -  Veio, pois, Naamã com os seus cavalos, e com o seu carro, e parou à porta da casa de Eliseu.

Naamã em primeiro lugar buscou ajuda do rei de Israel Eliseu era o profeta de Deus, constituído para ministrar cura.  Os maiores erros que cometemos é buscar cura e libertação a pessoas, coisas ou lugares errados. Pedir conselhos a pessoas erradas é assinar um atestado de grandes complicações.

4. CONFIAR NO MÉTODO DE DEUS. Vs. 10-12

2RS 5:10 -  Então Eliseu lhe mandou um mensageiro, dizendo: Vai, e lava-te sete vezes no Jordão, e a tua carne será curada e ficarás purificado.

2RS 5:11 -  Porém, Naamã muito se indignou, e se foi, dizendo: Eis que eu dizia comigo: Certamente ele sairá, pôr-se-á em pé, invocará o nome do SENHOR seu Deus, e passará a sua mão sobre o lugar, e restaurará o leproso.

2RS 5:12 -  Não são porventura Abana e Farpar, rios de Damasco, melhores do que todas as águas de Israel? Não me poderia eu lavar neles, e ficar purificado? E voltou-se, e se foi com indignação.

Deus não trabalha com uma única forma de cura e libertar. O problema é que queremos que Deus nos cure ou fale de acordo com nossos métodos e raciocínios. Exemplos: “Assim não, tem que ser desse jeito” “Para que aja cura tem que orar bem alto, gritar, rodopiar, jogar pra frente pra trás e depois empurrar bem a cabeça, se possível até assoprar”.

“Tem que ungir com óleo tem que colocar o copo de água Benta,  sal grosso, tem que ter jejuado orado muito, se consagrado, tem que fazer longas orações”.

Jesus curou de muitas maneiras: Com cuspe; curou imediatamente; progressivamente; mandou ir ao sacerdote; mandou lavar no tanque de Siloé; outra vez ele tocou; outra vez ele só ordenou. Tudo isso para nos mostrar os vários métodos de cura.

5. HUMILHAR-SE, RECONHECENDO A NECESSIDADE DE DEUS. Vs. 13

2RS 5:13 -  Então chegaram-se a ele os seus servos, e lhe falaram, e disseram: Meu pai, se o profeta te dissesse alguma grande coisa, porventura não a farias? Quanto mais, dizendo-te ele: Lava-te, e ficarás purificado

“Humilhai-vos debaixo da potente mão de Deus, para que Ele em tempo oportuno vos exalte”. I Pd 5:6

6. PERSEVERAR ATÉ VER CUMPRIDO A BÊNÇÃO. Vs 14

2RS 5:14 -  Então desceu, e mergulhou no Jordão sete vezes, conforme a palavra do homem de Deus; e a sua carne tornou-se como a carne de um menino, e ficou purificado.

“Sete vezes”, o sete fala de perfeição, plenitude, totalidade e denota um caráter espiritual.

Um dos maiores problemas do ser humano é a desistência, o espírito de fracasso, desestimulo.  Deus não se agrada dos que logo desiste.

7. RECONHECER O PODER DE DEUS. Vs.15

2RS 5:15 -  Então voltou ao homem de Deus, ele e toda a sua comitiva, e chegando, pôs-se diante dele, e disse: Eis que agora sei que em toda a terra não há Deus senão em Israel; agora, pois, peço-te que aceites uma bênção do teu servo.

Ser agradecido. Servi-lo e andar em seus caminhos. Não se desviar de Deus e de seu propósito.


OS SETE PASSOS PARA A CURA DIVINA

Crer no testemunho de cura. Vs 3,4
Buscar a benção.  “Partiu”  vs. 5
Procurar a pessoa certa.  Vs. 6-9
Confiar no método de Deus. Vs. 10-12
Humilhar-se, reconhecendo a necessidade de Deus. Vs. 13
Perseverar até ver cumprido a bênção. Vs 14
Reconhecer o poder de Deus. Vs. 15



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IGREJA BARCO DA SALVAÇÃO




As Sagradas Escrituras mostram claramente a Igreja, comparando-a a um barco na qual Jesus Cristo está sempre presente, mesmo que às vezes pareça estar adormecido. Esta concepção está presente em Mt 8, 23-27, que diz claramente que Jesus está pronto para ajudar-nos em qualquer situação. O barco atravessa o oceano, e enfrenta calmarias e tempestades, sempre amparado pelo próprio Jesus, seguindo seu rumo e não sabendo quando chegará ao porto.
A Igreja foi edificada sobre o firmamento dos apóstolos, e eles (e mais ninguém) foram enviados para desalienar a humanidade (Mt 10), recebendo toda a autoridade de Jesus Cristo. Dirigida por seus legítimos sucessores através do sacramento da Ordem, a Igreja vem rompendo os séculos, passando por muitas turbulências, porém sempre amparada pelo próprio Jesus.
      A Igreja se manifestou publicamente pela primeira vez no dia de Pentecostes, quando tomados pelo Espírito Santo, os apóstolos puseram-se a pregar as multidões. Se observarmos a passagem bíblica, veremos que no dia de Pentecostes os discípulos estavam reunidos, com Maria a Mãe de Jesus e mais alguns homens e mulheres, quando inesperadamente veio um vento forte dos céus e o Espírito Santo repousou sobre todos. E é a partir daí, impulsionados pelo paráclito prometido por Jesus Cristo que os discípulos se põem a pregar, que a Igreja se manifesta perante as pessoas. Pedro foi o primeiro a levantar e a pregar (At 2, 14) levando muitos a conversão e ao batismo. A partir de então a Igreja passa a atuar publicamente pelas mãos dos apóstolos, estes que foram impulsionados pelo poder do Espírito Santo, que é um com o Pai e o Filho. A partir de At. 2, 42, pode-se observar o primeiro retrato de comunidade, onde as pessoas viviam em prol de um bem comum, na partilha e oração, sempre sob a orientação dos apóstolos. Muitos milagres e prodígios eram realizados pelas mãos dos apóstolos, pelo nome de Jesus (At 3, 6-8; 9, 40-42). Eles eram inspirados e realizavam grandes pregações que levavam cada vez mais pessoas a aderirem a féem Jesus Cristo, e mesmo diante de grandes dificuldades não desistiam jamais de pregar a Boa nova de Jesus. Com o aumento de fiéis, os discípulos escolheram sete homens (At 6, 3) para cuidar exclusivamente da pregação da palavra, enquanto os outros cuidavam dos outros afazeres.
Surgiam dentre os fiéis, grandes discípulos que pregavam a palavra e realizavam numerosos prodígios, como Estevão, que cheio de graça e poder, fazia grandes prodígios e sinais entre o povo (At 6, 8). Por ser um grande pregador despertou a ira de muitos poderosos da época, que acabaram por apedrejá-lo publicamente, mas ainda assim Estevão não perdeu a fé e clamou a Deus que perdoasse seus algozes (At 7, 60). O manto de Estevão foi deixado aos pés de um jovem chamado Saulo.

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COMO VER A DEUS



“Bem aventurados os puros de coração, porque eles verão a Deus”.

Onde Deus está? Onde Ele se Encontra? Essa é a pergunta que intriga a mente dos cientistas que estudam a física quântica; a idéia da exclusão de Deus de suas pesquisas está descartada.

O teísmo virou uma filosofia Jurássica visto que há evidências claras e inequívocas da ação de uma mente cósmica que comanda o universo.
 A ciência da física quântica esclarece  quem enxerga, não são os olhos, mas sim o córtex visual que envia as informações para a memória em que as informações são discernidas naquilo que somos informados.

Nesse caso os olhos funcionam Como  a lupa de uma câmera filmadora onde cada segundo o cérebro recebe 4 bilhões de bits de informação por segundo e ele assimila apenas 2000 dessas mensagens.

O que  a Bíblia ensina a esse respeito? Existe  uma percepção sensorial da consciência que podemos classificar como olhos do coração. O coração    na Bíblia  é uma palavra que é usada num sentido especifico, tem um significado muito amplo do que aquele órgão que impulsiona sangue possibilitando a vida em todo o nosso corpo. Bem, vamos fazer uma avaliação e definir três palavras que viabilizam a promessa “verão o Deus”.

Nessa assertiva de Jesus, há uma resposta para as perguntas feitas nos escritos de todos os compêndios filosóficos e da religiosidade dos povos. Nas novas descobertas da Física quântica da intrigante e misteriosa pergunta: Onde Deus está?

Onde Ele se Encontra? É a pergunta misteriosa que a ciência moderna quer saber. Como ver Deus. Jesus traduz neste aforismo  o verdadeiro sentido de se obter o segredo que desvenda o mistério do universo. Ele diz “Os puros de coração verão a Deus”.  Essa bem-aventurança como as demais trazem uma promessa a todos os homens, que trazem dentro de si esse questionamento.

De onde vim? para que estou aqui? e para onde eu vou? Há uma promessa implícita para os limpos de coração; eles encontrarão a resposta dessa pergunta que tanto anseiam. Os limpos de coração verão a Deus.

É óbvio que Deus é espírito e não tem uma forma corpórea, portanto não se trata de “vê-lo” no sentido físico, mas sim ter a percepção espiritual, ou seja, a capacidade de compreender a verdadeira natureza de Deus existir e compreender a ligação dessa vida diretamente a nós criaturas humanas.

Deus criou o universo e especificamente o nosso sistema solar. Entre milhões de galáxias espalhadas pelo universo, somos parte da Via Láctea, (um desses aglomerados pontos luminosos dos céus) nada menos de que 100 bilhões de estrelas.

O sol uma das menores estrelas (centro do nosso sistema solar), O nosso planeta cabe dentro do sol um milhão e trezentos mil vezes. A maior estrela de nossa Galáxia é a Antares com um diâmetro 241 milhões e 350 mil kilometros e cabe dentro dela todo o nosso sistema solar.

Como vê, nosso planeta é apenas um efêmero grão de areia nesse universo criado por Deus.  Ver Deus de uma forma física tangente é algo no mínimo insensato, isso porque nem a criação do cosmos nas suas dimensões colossais pode ser compreendida ou vista.  O Cosmos é um mistério! quanto mais o Seu criador que está acima das coisas criadas; portanto não se trata de “Vê-lo” como enxergar um ser humano ou um objeto. Se pudéssemos Vê-lo dessa forma, Deus teria que ser limitado.

Vivemos num planeta chamado terra, numa galáxia chamada via Láctea, um aglomerado de estrelas em forma espiral; o céu esta a nossa volta, não é um lugar distante infinito no firmamento, mas algo real que está ao nosso derredor.

Mas se está em nossa volta porque não o percebemos? Estariam nossos olhos vetados para tal conhecimento?  Falta percepção fisica para absorver tal revelação, isso que vemos é apenas uma fração diminuta do universo condicionada por nossos hábitos mentais numa dimensão terrena, onde ficamos absorvidos pela matéria e limitados pelo tempo.

Portanto, quando se faz referências ao céu, não se trata dos cosmos físico com milhões de galáxias, mas sim a eternidade que é algo infinito e ilimitado. Nós só conhecemos um período, um ciclo muito diminuto que é a vida física neste invólucro de carne que é o nosso corpo, ao qual estamos condicionados a essa dimensão terrena restrita pelo fator tempo e espaço.

Deus é a mente cósmica universal que não se restringe a matéria nem ao tempo e nem ao espaço.  Para Deus não há limitações e nem existem restrições, não há lugar em que Deus não esteja desde as dimensões colossais do universo até os microcosmos; Ele está presente na criação espaçada sem obstruções, presente e ativo, não se  imiscuindo nisso, mas acima de tudo superior a matéria.

Nós os seres humanos estamos limitados, pois estamos separados no espaço onde se intercala a criação, por distâncias imensuráveis, seres restritos e limitados e constrangidos pela falta de entendimento que constantemente inibe nossas experiências.

Condicionados e enterrados em nossa agenda temporária, pois o tempo não para e somos desgastados neste processo, como a matéria que compõem o universo e se decompõe pelo desgaste natural.  Os céus é a eternidade do Espírito eterno sem cronologia, sem desgastes, sem decadências cujo sentimento maior é o amor sem a mediocridade dos sentimentos mesquinhos fúteis e terrenos.  A vida sem essa percepção espiritual  da grandeza de Deus se torna inútil  pois sem essa percepção o homem apenas vive para morrer, nasce e floresce como a flor seca e murcha.

Não  fazer essas avaliações   é passar pela vida como um daltônico que só vê em preto e branco sem distinguir a infinidade das cores, sem ouvir os milhares de ritmos e ruídos da natureza, sem degustar os múltiplos sabores, sem sentir os diversos odores das flores e cheiros da natureza e seus derivados.

Toda essa beleza que existe é para ser percebida e absorvida para que haja a percepção espiritual e assim se aperceber da presença do Criador que está nesse cenário vivo, de forma majestosa respira e anuncia as Suas obras. Na teologia, essa falta de percepção é conhecida como a queda do homem, que teve a visão atrofiada sem se aperceber que a vida independente da comunhão como o Criador, leva o homem a uma cegueira espiritual o separando da luz da revelação e o conduzindo para as trevas exteriores, que é a falta de visão espiritual

Portanto, ver Deus, é compreender a vida, absorve-la de uma forma intensa sem deixar se prender em nenhuma prisão emocional, tendo o coração livre sem critérios pré-estabelecidos por imposições de qualquer forma, tendo uma consciência limpa conectada com a mente de Cristo. Jesus disse: ”Bem-aventurados os puros de coração, porque  eles verão a Deus”.

Nesse sentido, esse aforismo “ver Deus” não se refere a enxergá-lo de uma forma limitada visual, isso porque se assim fosse, Deus seria limitado e Deus é ilimitado. Observe que céu o lugar onde Deus mora, não é algo em algum lugar distante, ele apenas difere em dimensão espiritual, dividido pela linha fina tênue que o separa, pois, carecemos observar mais, sermos mais perceptivos; falta-nos essa visão espiritual, porque nossos olhos (sentidos que nos dão à percepção do mundo físico) são limitados; porque assimilamos condicionamentos mentais temporários somos influenciados por aquilo que vemos, e tudo que percebe a visão está ligada ao tempo, que nunca vai nos permitir compreender a experiência em sua infinidade, porque tudo que foi criado por Deus neste mundo físico é finito e limitado, porém Deus é infinito e ilimitado.

Enxergar com o coração é a percepção espiritual adquirida, Portanto “coração” é a parte psíquica que  os psicólogos chamam de subconsciente  e que a Biblia denomina do eu interior, onde a informação é assimilada aos pouquinhos. “...  Como o homem imagina em seu coração assim ele é” diz o sábio Salomão no seus escritos no livro de Provérbios. Pureza na Bíblia tem um sentido muito amplo, pois abrange uma dimensão universal, não apenas tangente física, mas implica em conhecer a Deus como a única fonte de Poder criativo, sem julgamentos estereotipados de Sua criação.

Faço  a seguinte paráfrase dessa bem-aventurança:  "Bem-aventurados os que se apercebem da grandeza de Deus e abrem suas mentes, e ouvidos para ver as mensagens de Deus na multiplicidade de Sua criação, aceitam isso em sua mente  e não se esconde através de idéias construídas numa esfera mental apenas como uma informação, mas absorve suas verdades no subconsciente e através da meditação contemplação, procura harmonizar suas vontade com as de Deus, viabilizando a construção do caráter moldados pela palavra em seu subconsciente.

Os que assim procedem serão bem aventurados. A beleza desse entendimento é que Deus esta  acessível, pois Ele se manifesta de forma direta na obra maior de Sua criação que é o ser humano. Quando adquirimos a consciência de que ver a Deus, significa reconhece-Lo na obra prima de sua criação,  veremos  Deus nas pessoas. O belo de cada ser humano é sua peculiaridade em ser único. Assim como Deus é único, os homens foram criados à Sua imagem e semelhança,  pois não existe um ser humano que tenha existido ou venha a existir que seja idêntico a outro ser humano.

Essa verdade nos leva a uma visão renovada da  vida. Expectativas maravilhosas surgem a partir desse conceito, porque  passamos a ver Deus em cada semelhante, tirando os olhos do mal, que é a deformação, o avesso, a ausência da luz.

Portanto ser limpo de coração é  ver a Deus no próximo, ter a capacidade de entender que Deus não tem lata de lixo no universo, que todo ser humano pode experimentar a graça e a beleza de Jesus Cristo, aprendendo  absorver as verdades  do evangelho. Nisso está a promessa, “ os limpos de coracao verao aDeus”   significa acreditar sempre no ser humano e não criar uma expectativa frustrante com relação  as pessoas, pois nesse processo de reconstrução da humanidade, Jesus veio para dar liberdade aos que encontram em trevas espirituais.

Mas só se apercebe disso aqueles  que experimentam a pureza do coração. Pare e Pense por um minuto nessa possibilidade de mais um passo na construção da felicidade. Ser limpo de coração é afastar da mente, qualquer tipo de preconceito com outro ser humano. Não existe o feio. Definir  entre feio e bonito é tirar conclusões de  uma percepção limitada do que vemos de acordo com  critérios proprios.

Ser limpo de coração é deixar a beleza de Cristo resplandecer em ti de tal forma que você possa ter os olhos iluminados por Sua infinita graça e ver  o belo em tudo que há.  Ser limpode coração é ser bem-aventurado. Isso é ver a Deus não por ouvir falar, mas por Te-lo  visto com os próprios olhos do coração.





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CURA E LIBERTAÇÃO POR MONS. COSTA


Ministério de libertação

Eu quero começar esta pregação dando um exemplo de como rezar para cura e libertação. A oração não funciona como uma mágica. Na Bíblia, estão as regras para nós de como rezar. Todos os domingos eu conduzo orações de cura na minha paróquia em Lisboa(PORTUGAL todos os Sábados e Domingos. Houve uma jovem que veio para receber oração. Ela veio com seu bebê e sua sogra. Quando perguntei o que ela queria, ela disse que estava com dor de cabeça. Mesmo quando a pessoa diz que tem uma dor de cabeça, eu sei que isso não é o problema; mas, sim, um sintoma de um problema maior.

Eu coloquei às minhas mãos na cabeça dela e ela se jogou no chão com força. Quando olhei para os seus olhos, vi Satanás. Antes mesmo que eu pudesse rezar, ela começou a falar. Ou melhor, não ela, mas o demônio. Eu nuca falo muito com o demônio, mas ele gosta de falar comigo porque ele gosta de mim. E, então, pela força do Espírito Santo, o demônio foi obrigado a me dizer porque entrou naquela pessoa.
Ele me disse que aquela jovem tinha perdido a sua mãe quando tinha dez, onze anos. Ela estudava em uma escola e não se misturava com as pessoas. Durante o intervalo, ela ia para um lugar à parte na escola, uma espécie de santuário. O inimigo me disse que ela o visitava todos os dias buscando paz e, por isso, ele entrou nela.
Milhares de jovens da América e da Europa vêm ao meu país toda semana. Se você perguntar a eles o por quê disso, a reposta é quase sempre a mesma: eles dizem que foram buscar paz. Algo que a riqueza da América e da Europa não podem dar. O problema é que tipo de paz eles buscam. Jesus mesmo disse: “Eu lhes dou a paz que o mundo não pode dar”, ou seja, a paz que o demônio não pode dar. São Paulo diz que Jesus mesmo é a paz.
Voltando a falar do caso, quando ela acordou eu perguntei se tinha amizade com as outras meninas na escola. E ela disse que não porque quiz ficar sozinha depois da morte da sua mãe. Ela me contou que, naquela espécie de santuário que frequentava, ficava olhando um guro e sentia uma grande paz. Ele dava coisas para ela comer e beber, e ela comia e bebia. Ali estava a causa.
Ela tinha sido curada, mas ainda precisava de libertação. É isso que eu digo a todos que tem casos mais difíceis, como aqueles de ontem (na adoração). Depois de curado, a pessoa precisa fazer um bom evento de cura interior o quanto antes para se libertar.
Felizmente para aquela jovem, eu ia dar um e ela foi participar. Durante a Benção da Santa Unção ao povo de Deus, eu disse para aqueles que precisavam de oração para se dirigir à frente que eu iria rezar. A primeira pessoa que veio para ajoelhar-se foi essa jovem. Quando a vi, fiquei um pouco preocupado porque a manifestação ia acontecer e as pessoas iam ficar com medo. Quando cheguei perto dela, pulei-a para não intimidar as outras pessoas. E, no final, quando ela estava sozinha, fui rezar. Eu percebi que quando ela estava diante de Jesus Eucarístico olhava para Ele sem piscar.
Quer você queira ou não, a verdade é que o demônio existe!”

Cheguei perto dela e impus as minhas mãos; nada aconteceu. Para minha surpresa, somente participando do retiro e estando diante do Santíssimo Sacramento ela foi totalmente liberta. E por que ela foi curada? Porque, como eu mencionei na minha primeira pregação, há duas dimensões para a oração: precisamos rezar sozinhos na presença de Deus e precisamos rezar uns pelos outros. E o Senhor me mostrou nesse lindo caso essas duas dimensões da oração.
O principal problema daquela jovem era a morte de sua mãe. Com frequência, a maior dor das pessoas são as perdas. A sua mãe morreu inesperadamente, assassinada pelo pai que era alcoólatra. Mas não é só isso. Tudo aconteceu na frente daquela criança. Isso é muito doloroso! O pai foi preso e ela acabou perdendo a mãe e o pai. Como eu já disse nas outras pregações, toda criança precisa da sua mãe e do seu pai. Hoje, todas às vezes que eu dou um retiro lá na Índia ela tenta participar para dar o seu testemunho.
Depois dessa introdução, quero falar sobre a necessidade não somente de cura interior, mas também de libertação. Por que todos nós precisamos de libertação? Porque, como diz na Bíblia, temos três fontes do mal nas nossas vidas. A primeira fonte somos nós mesmos. Se eu pequei preciso me arrepender, não posso culpar as outras pessoas. Preciso refletir sobre como começou aquele pecado. Para curar isso precisamos reatar nosso relacionamento quebrado com Deus. Isso só acontece quando nos arrependemos, daí eu experimento o lindo amor do Pai que nos perdoa.
A segunda fonte do mal são os pecados da nossa família e daqueles que estão próximos de nós. Eles nos ferem com inveja, ciúmes. Os casos que eu vi ontem aqui não foram causados pelas pessoas, nem pelos demônios, mas por aqueles que estavam ao redor delas. Por isso, precisamos não somente de perdão, mas também de cura emocional.
A terceira fonte é a força do mal que nos cerca. Essa, inclusive, pode ser a maior fonte dos nossos problemas. Nós não estamos lidando com inimigos de carne e osso, não é minha sogra, meu vizinho, o Hitler… Estamos lutando com os poderes e principados, os exércitos espirituais que estão nos ares! Estamos numa batalha espiritual, porque nosso inimigo de verdade é espiritual.
Àqueles que não acreditam na existência do demônio é porque nunca leram a Bíblia em suas vidas. Estou dando essa má notícia: quer você goste ou não, a verdade é que o demônio existe. Existe um mal que é um inimigo pessoal. E como eu sei disso? Porque está na Bíblia!
Em uma audiência em 1972, o Papa Paulo VI disse que a maior necessidade da Igreja, hoje, é saber como se proteger, como se defender, contra o demônio. Eu creio que o demônio existe, nem tanto porque está na Bíblia ou porque a Igreja ensina, mas por causa do meu ministério pastoral de cura e libertação. Eu me encontro com casos que não há explicação humana. Nós não temos nem explicação espiritual, exceto o fato que o demônio está trabalhando naquilo.
Eis uma Palavra que vocês não devem esquecer e que está João 10, 10: “O ladrão não vem senão para furtar, matar e destruir. Eu vim para que as ovelhas tenham vida e para que a tenham em abundância”. Qual líder religioso pode ousar a dizer uma coisa como essa? Somente Jesus tem esse poder!
Todos os dias à noite, devemos pedir perdão a Deus se caímos na tentação e cometemos o pecado”

O demônio existe e podem haver dois extremos: aqueles que acreditam que ele não existe, e também aqueles que dão atenção demais a ele, vendo-o em toda a parte ou tendo medo dele. A atitude correta é aquela do equilíbrio, no meio, que deve evitar ambos os extremos. São Pedro nos ensina que temos somente um inimigo, e ele é o demônio; que nos cerca como um leão, buscando a quem possa devorar. Mas, ele mesmo diz, para que não tenhamos medo, apenas sejamos vigilantes. Mantenham os olhos abertos, estejam preparados, e, então, nada de mal vai acontecer.
O demônio pode nos atingir de três maneiras: pela tentação, pela possessão e pela opressão. A tentação significa que o demônio nos atrai para coisas que normalmente não faríamos. Por que Deus permite que eu seja tentado? Os nossos primeiros pais foram tentados, Jesus foi tentado, Deus não vai permitir que sejamos tentados além de nossas possibilidades, além de nossas forças. E o mais lindo e importante é que o Senhor vai nos dar toda a força que precisarmos para resistir a tentação.
Todos os dias à noite, nós devemos pedir perdão a Deus se caímos na tentação e cometemos o pecado. Precisamos sempre terminar o nosso dia com um ato de contrição, de arrependimento; e começar o outro dia com uma oração, pedindo para não sucumbir às tentações.
Possessão não significa que o demônio está tentando a pessoa de longe, mas de muito perto, ele entra dentro da pessoa. Esse é o outro extremo. Isso não é tão comum, e somente um sacerdote com um verdadeiro título de exorcista pode proceder a um verdadeiro exorcismo. Devemos rezar em silêncio por essas pessoas para que elas possam ser libertas.
Havia uma jovem que eu conhecia, ela pertencia a uma família que estava toda envolvida com práticas ocultas. Depois de um retiro, essa família começou a melhorar e buscaram ser católicos. Um tempo depois, a mãe dela foi me procurar dizendo que a filha estava possuída. Pensei: Como isso pode acontecer se eles tinham mudado de vida?
A mãe, então, me contou que a filha queria dinheiro para ir ao cinema e ela disse que não daria para ver aquele filme. A filha com raiva disse que se ela não desse, ia pedir para Satanás dar. A mãe pensou que era brincadeira e disse para ela pedir, então. Satanás nunca entra em uma pessoa sem que ela dê a permissão para que ele entre. Direta ou indiretamente a gente o convida para entrar.
E como a gente sabe que a pessoa está possuída? Quando ela tem uma força sobre-humana, como os casos que tenho visto estes 23 anos de Exorcista no Seminário de Santa Filomena; quando a pessoa fala uma língua que não conhece; e quando ela sabe de coisas que nunca teria como saber. No meio desses dois extremos (a tentação e a possessão), ainda existe a opressão. Nesse caso, o demônio não está longe nem dentro, mas muito perto.
Certa vez uma jovem veio me ver, parecia bastante perturbada. Eu disse que estava com pressa e perguntei o que ela precisava. A jovem disse que estava grávida de oito meses e nos últimos três dias não sentia o bebê se mexer. Ela foi aos melhores genecologistas. e eles disseram que o bebê estava morto. Eu ainda me lembro dos seus olhos com lágrimas de esperança. Ela olhou para mim e clamou que queria aquele filho. Eu nunca vou me esquecer desse caso.
Pedi que ela permanecesse sentada e comecei a rezar. Pedi: “Senhor Jesus, quando estava ainda no ventre de Maria você trouxe cura para o seu primo São João, que também estava no ventre de sua mãe, Isabel. Traga a mesma cura para o ventre dessa mulher”. Logo que terminei, a mulher gritou: “Arcebispo, o bebe está se movendo!”
Eu disse para ela não se levantar, eu tinha que sair e pedi para ela continuar rezando até que o bebê começasse a pular dentro dela, cheia do Espírito Santo. Quando eu estava saindo, ela me disse que, enquanto eu rezava, ela sentia um espírito de morte deixando o seu ventre, saindo pelas suas pernas. Talvez um membro da família tenha colocado maldição nela por inveja. Ela ainda me disse que sabia que seu filho estava morto, e me agradeceu por ser fonte de graça para que ele ressuscitasse. Amém!


SEMINÁRIO KARISMA DA LIBERTAÇÃO

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Tem como missão ajudar todas as pessoas que 

sofrem de 

perturbações 

Espirituais

EXORCISMO DE PESSOAS, CASAS, COMÉRCIO E 

INDUSTRIAS.

GRUPO DE ORAÇÃO E CURA DIVINA


O Dom da Cura no Grupo de Oração


Um Grupo de Oração que se reúne semanalmente para encontrar com Deus, lhe prestar culto de louvor e ação de graças, certamente será visitado pelo Senhor da vida.

As curas que ocorrem durante as reuniões de oração geralmente acontecem como resultado da perseverança de seus membros na vida carismática. É a partir da fé e da fidelidade à vida de oração, leitura da Palavra e frequência às reuniões de oração que começa a se destacar em cada um a manifestação do Espírito para proveito comum (I Cor. 12, 7), e nesta manifestação do Espírito alguns recebem o dom de orar por cura.

Com o passar do tempo, os participantes do Grupo de Oração vão percebendo e até mesmo reconhecendo que determinado irmão ou irmã tem o dom de orar pelos enfermos, o que na maioria dos casos leva, segundo o que temos visto, de quatro a sete anos de caminhada.

Mas o importante é ter em mente que o dom pertence ao seu doador, ou seja, ao Espírito Santo, e que este, de maneira especial tem derramado seus dons nas reuniões de oração e chamado alguns a este ministério.

As curas podem ocorrer a qualquer momento em uma reunião de oração carismática, desde seu início, até o final, pois Deus age como quer, quando quer e na hora em que quiser. Às vezes, ocorrem curas sem que ninguém as peça, em um momento de louvor, por exemplo. Não são poucos os testemunhos de irmãos curados durante a reunião, sem que haja uma oração direta de algum servo para o restabelecimento de sua saúde.

A graça geralmente ocorre quando os membros do Grupo, dispostos e desejosos de deixarem-se usar pelo Espírito Santo, abrem-se ao dom, tornando-se canal de graça, intercedendo uns pelos outros, permitindo que o Senhor, por meio de suas orações, manifeste seu amor, curando os doentes, como sinal de sua presença.

Para que a cura ocorra constantemente no Grupo de Oração, os participantes devem ser motivados a experimentar todos os dons, aprender a orar pelos outros, sem se preocuparem de estar exercendo algum tipo de ministério. É necessário fazer experiência de orar uns pelos outros. São Tiago nos ensina: "orai uns pelos outros para serdes curados" (Tg 5, 16b).

É importante que os mais experientes incentivem os iniciantes que estão nesta busca de serem usados por Deus, levando-os a fazer vários cursos de formação e obter a experiências em todos os serviços, sem aquela obrigação de estarem atrelado a um ministério. Em outras palavras, não é necessário pertencer ao Ministério de Oração por Cura e Libertação para orar pelos outros e nem tampouco ter feito encontros de formação neste sentido. Todos podem orar uns pelos outros, abrindo-se aos dons do Espírito Santo. À medida que os dons vão sendo exercitados, orando e servindo aos irmãos, a comunidade vai reconhecendo o carisma de cada um.

Se uma pessoa é reconhecida pela comunidade como alguém que ao orar pela cura de um doente é atendida por Deus, esta, certamente, tem um chamado ao ministério. E o sinal claro desse chamado é a insistência de irmãos pedindo orações ou trazendo pessoas enfermas para que reze por elas. Quando o carisma se torna ministério a partir do reconhecimento pela comunidade, então a pessoa deve ser incentivada, principalmente pelo coordenador do Grupo de Oração, a buscar formação específica por meio do Ministério de Oração por Cura e Libertação, no intuito de se aprofundar na doutrina do carisma e aprender com os mais experientes.

Em resumo, o que temos aprendido com esta intervenção do Espírito Santo é o seguinte: primeiro o Dom de Curar acontece na Reunião de Oração, depois, com o passar do tempo, o dom começa a se destacar em alguns de seus membros, e só então, esses membros reconhecidos pela comunidade passam a se dedicar ao ministério.

Pelo que vimos, devemos tomar cuidado e não ter pressa na formação de ministros de oração por cura para não queimar etapas.

Para nossa reflexão: Uma pessoa que nunca orou pelos outros, ou que até tenha orado esporadicamente, ao fazer um curso do Ministério de Oração por Cura e Libertação, está pronta para exercer tal ministério?

Provavelmente, não. Fazer o curso e receber informações ajuda, mas por si só não capacita alguém a entrar para o ministério.

Mas, se ao contrário, alguém que não tenha feito curso de formação, porém vem sendo procurado pelos irmãos de forma sistemática na busca de oração por cura, este sim, deve ser incentivado a fazer os cursos de formação e entrar para o ministério, buscando aprofundar-se na doutrina do dom e compartilhar com os irmãos as experiências adquiridas na caminhada.

Para esses é imprescindível que se aprofundem na doutrina do dom e, para isso, devem buscar conhecimento, não somente nos cursos de formação dados pelo Ministério de Cura e Libertação, mas também nas Sagradas Escrituras e Doutrina da Igreja.

Também é importante a experiência dos irmãos de caminhada e a vasta literatura hoje existente em nosso meio, em especial aquela oferecida dentro de nossa espiritualidade.

Seguem aqui alguns pontos, que alguém que aspira ao Ministério de Oração por Cura, não pode perder de vista:

1 - Ter sempre em mente que o Dom de Curar é um carisma do Espírito Santo para o bem comum e não para satisfação ou projeção pessoal;

2 - Como os demais dons, à exceção do dom de línguas, só acontece quando Deus quer e na hora que Deus quer, pelo simples fato de não estar sob o domínio de quem ora e, por mais que haja fé, depende da vontade de Deus;

3 - É dado como sinal do amor de Deus por nós, geralmente para confirmar o anúncio do Evangelho;

4 - A maior motivação para o exercício do dom é, e sempre será, a caridade, sem se deixar levar pelo gosto do poder que o dom pode representar;

5 - Acontece com maior frequência quando se abre à unção do Espírito, geralmente em assembleias de oração, tais como nas reuniões de oração, nos Seminários de Vida no Espírito, nas Experiências de Oração, nos retiros, Congressos e outros eventos semelhantes, ocorrendo geralmente após um grande louvor, durante uma adoração ou momento de oração, mas podendo ocorrer também durante uma pregação ou proclamação da Palavra ou em qualquer momento em que o povo de Deus esteja reunido em seu nome, porque, como já foi dito anteriormente, o dom é do doador e é Ele quem escolhe o momento e a maneira de curar.

6 - É necessário desejar e pedir o dom ao Espírito Santo para se tornar um canal de graça para os irmãos;

7 - Quando se aspira ao ministério de cura, o certo é iniciar orando por enfermidades mais simples, sem se preocupar com resultados, após orar, entregar a Deus e deixar por sua conta os resultados, confiantes no seu poder, na certeza que depende d'Ele;

8 - É importante aprender a discernir. Às vezes, no inicio do ministério, tem-se à impressão que ao orar a cura vai ocorrer, o que, algumas vezes, não acontece. Mas, se, humildemente, refletirmos sobre a inspiração, pode-se concluir que o Senhor não estava dizendo: "vai curar..., mas, aprenda a orar para cura". Quando se sentir impulsionado a orar, ore, mas atento, porque o Senhor pode estar apenas lhe dizendo: aprenda a orar.

Aqueles que coordenam uma reunião de oração devem estar preparados e desejosos de que ela seja um transbordamento dos carismas, levando a assembleia de oração a se entregar ao Espírito Santo num clima de muito fervor e adoração.

É muito importante que o coordenador faça a graça acontecer, envolvendo todos os participantes da reunião de oração e que esses, em momentos próprios, orem uns pelos outros para obter as multiformes graças de Deus.

Um ponto privilegiado na reunião, para se obter a cura e libertação é o momento quando o coordenador, movido pelo dom da fé, pode convocar todos os membros a fazerem um ato de arrependimento, uma renúncia ou uma entrega, oração esta que certamente será ouvida pelo Senhor Jesus através de libertações e cura.

Outro ponto ocorre geralmente no momento do silêncio e escuta que acontece logo após o grande louvor depois da pregação da Palavra e dinâmica de oração que se segue. Geralmente neste momento ocorrem revelações de cura, por meio de palavra de ciência dada a um ou outro servo. Curas e libertações ocorrem ainda quando se faz uma grande intercessão pelos enfermos onde todos oram uns pelos outros.

Curas acontecem também após uma pregação ungida onde, ao final, o pregador ou o coordenador da reunião pede ao Senhor que confirme a palavra com os sinais.

Enfim, são muitos os momentos em uma reunião de oração, em que a cura ocorre. Tem-se visto grandes milagres durante o louvor, quando alguém apresenta ao Senhor Jesus uma pessoa muito enferma, com sério risco de morte (geralmente alguém que se encontra em alguma UTI de hospital), oportunidade em que o coordenador da reunião, após ouvir o clamor daquela pessoa, leva toda a assembleia a interceder pelo enfermo, pedindo a Jesus que vá àquele hospital e visite a pessoa necessitada. Milagres têm ocorrido quando todos oram.

Bem irmãos, o fato é que na vida da Renovação Carismática, o Grupo de Oração é o local mais privilegiado para a manifestação do dom de curar. Podem surgir nesses grupos pessoas indicadas por Deus para exercer o ministério, mas a cura na reunião de oração é uma constante, independentemente do fato do grupo já ter ou não ministros de oração por cura.

Finalmente, desejo e espero que todos aqueles que a comunidade reconheceu como tendo o dom de curar, venham para o Ministério buscar a formação especifica sobre o dom.



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